quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Lágrimas e chuva...


Como eu desejaria poder render minha alma;
Largue as roupas que tornam-se minha pele;
Veja a mentira que queima junto com os meus anseios.
Como eu desejaria ter escolhido a escuridão ao invés do frio.
Como eu desejaria ter gritado em voz alta,
Mas para isso eu não achei nenhum significado.

Eu acho que é hora de eu correr pra longe, bem longe; achar conforto na dor,
Todos os mesmos prazeres: isso me mantem com problemas.
Esconder minha verdadeira forma, como Dorian Gray.
Eu ouvi o que eles disseram, mas eu não estou aqui para confusão.
É mais do que apenas palavras: é apenas lágrimas e chuva.

Como eu desejaria poder andar pelas portas da minha mente;
Segurar as memórias bem perto nas mãos,
Me ajudaria a entender os anos.
Como eu desejaria poder escolher entre o céu e o inferno.
Como eu desejaria poder salvar minha alma.
Eu estou tão fria de medo.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Floquinhos de carinho...



Havia uma penquena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por todos era trocado. A coisa mais importante, a mais valiosa, era o amor. Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu carinho. O carinho era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas dessem floquinhos sem querer nada em troca. Elas davam seu carinho, pois sabiam que receberiam outros num outro momento outro dia.

Um dia, uma mulher muito má que vivia fora da aldeia convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar carinhos e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela. Então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco carinho que tinham e toda a harmonia da cidade desapareceu. Surgiram a ganância, a desconfiança, o primeiro roubo, o ódio, a discórdia, as pessoas se xingaram pela primeira vez e passaram a ignorar umas as outras pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se triste e sozinho, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza de ele acumularia. Não a encontrandomais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu carinho. A todos que dava carinho, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho! Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último carinho sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de se sentir sozinho e triste novamente, alguém caminho até ele e lhe deu carinho. Um outro fez o mesmo... Mais outro e outro... Até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

[Trecho extraído do livro "Nunca deixe de sonhar"]

sábado, fevereiro 04, 2006

Reverência ao destino...



Falar é completamente fácil ,quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros , ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega , fazer companhia a alguém , dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece,te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar , apertar as mãos , beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo comouma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.Amar e se entregar.E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanhaintensidade , que se eterniza , e nenhuma força jamais o resgata.

[Carlos Drummond de Andrade]

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Cada um...



Cada um que passa em nossa vida,
Passa sozinho ...
Porque cada pessoa é única pra nós,
E nenhuma substitui a outra ...
Cada um que passa em nossa vida,
Passa sozinho,
Mas não vai só ...
Cada um que passa em nossa vida,
Leva um pouco de nós mesmos,
E nos deixa um pouco de si mesmo ...
Há os que levam muito,
Mas não há os que não levam nada ...
Há os que deixam muito,
Mas não há os que não deixam nada ...
Esta é a mais bela realidade da vida.
A prova tremenda de que cada um é importante,
E que ninguém se aproxima do outro por acaso ...

[Antoine de Sant-Exupéry]

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Na sua estante...




Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícia
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar


[Pitty]
Esse dias tenho ouvido muito Pitty, e apesar de estar bem adoro essas letras....
Muitas pessoas não estão entendendo nada... e eu prefiro que fique assim....

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Dejà vú...

Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade já não dói

Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva que chega molhando meu corpo

Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas, e isso não me atrai

E não há razão que me governe
Nenhuma lei pra me guiar
Eu to exatamente aonde eu queria estar

Mas eu sinto que eu to viva
A cada banho de chuva que chega molhando o meu corpo

A minha alma
Nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou

Mas, já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo

A minha alma
Nem me lembro mais em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou

Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa

[Pitty]

domingo, janeiro 29, 2006

Quando o coração se cala...



Todos nós já experimentamos o silêncio como reposta a situações difíceis que enfrentamos. Calar em algumas situações é mais fácil, já que para agir é preciso coragem de se expor e assumir o que se pensa. Você pode, sim, se calar e não falar tudo o que pensa para não ferir, para não magoar seu parceiro na caminhada, mas não deve omitir suas posições nem dissimular quais são suas reais intenções e idéias, pois se assim o fizer estará agindo de forma incorreta, falsa e muitas vezes correndo o risco de trazer para si, como fruto de sua ação, a solidão e o afastamento daqueles que ama. Os mestres ascencionados que são grandes instrutores espirituais na nossa caminhada ensinam que é preciso ter coragem para viver, que a caminhada oferece riscos mas que somente quem se expõe colherá os frutos da vitória.

Quando recebi Augusto para uma consulta individual percebi que se tratava de uma pessoa forte, mas tímida, e somente quando terminamos a sessão é que ele teve coragem de expor seus sentimentos. Posso afirmar que isso aconteceu depois de ter ouvido a sua alma que tão claramente se expôs.

Como muitas pessoas que recebo este senhor se sentia aprisionado à sua vida sem graça, mas tinha medo de mudar. Estava insatisfeito profissionalmente e continuava casado para não complicar ainda mais sua história, mas há muitos anos não havia mais amor nem felicidade na relação.
Este homem não se mostrava de forma alguma, não dizia nada do que pensava, guardando tudo para si e, é claro, se sentia traído pelo destino, destratado por sua família e desrespeitado por sua esposa que o achava um derrotado. O que acontecia é que ninguém, de fato, o conhecia, ninguém sabia o que ele pensava ou sentia; assim, todos passavam por cima dos seus sentimentos, inclusive ele próprio. Faltava auto-estima e auto-aceitação. Ele mesmo não se dava ao respeito fazendo muitas vezes o que não queria, apenas para não contrariar as pessoas e assim acabava agindo com raiva e transmitia a idéia de que era uma pessoa orgulhosa. O amor era para ele um ideal inalcançável, já que seu coração estava cheio de queixas. Ele estava tão aprisionado ao cenário construído por ele mesmo que mergulhou num lastimável estado de ignorância. Claro que sua vida profissional não fluía, assim como a vida sentimental estava estagnada. Como ele não se amava, a sintonia do amor não o alcançava. Triste homem, já na meia-idade, sozinho apesar de ter mulher, filhos e colegas. O que dizer para alguém assim tão inconsciente da força de suas ações?

Assim, observando a história de Augusto, podemos concluir que é preciso agir, se expor e falar o que pensamos. Foi o que sugeri para aquele homem que saiu do nosso encontro mais esperançoso. Claro que a mudança de sua vida depende dele e de suas atitudes, mas o primeiro impulso já havia sido dado.

Amigo leitor, aprendi com os mestres que guardar os sentimentos para se poupar de situações de confronto não é uma atitude adequada para todos os momentos. Há, sim, sabedoria em deixar as coisas fluírem, relevar atitudes que contrariam a nossa vontade, mas tudo com sabedoria. Precisamos encontrar o equilíbrio, pois assim como existe a hora de calar e refletir, existe também a hora de se colocar e mostrar para o outro o que sentimos. No diálogo amoroso, então, isso é fundamental. Seu parceiro precisa saber quem você é, quais são suas fronteiras e seus sonhos. Você precisa existir sem medo de perder a companhia por conta da exposição e também sem medo de enfrentar a solidão, caso isso aconteça.

Caro amigo leitor, lembre-se que seu maior compromisso é com você mesmo e não cale o seu coração.

[Maria Silvia Orlovas]

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Você Chora?...



Chorar...
Choro por não encontrar,
Choro por não saber que estou certa de chorar,
Choro por não saber quem me ama,
Choro por não saber quem amar,
Choro não por ter muitos amigo
Mas por infelizmente saber que muitos são falsos,
Choro por não saber porque chorar,
Choro com a superação das expectativas.
Choro quando estou feliz.
Choro com a felicidade excessiva.
Choro com a partida.
Se não sofro, choro. E também choro quando sofro.
Choro por estar chorando,
Choro pra rir,
Choro por chorar,
Choro pra chorar...


Eu pensei que pudesse ficar sem chorar, ou evitar o choro. Infelizmente não sou capaz de não chorar.
Por que?
Não sei!
Saudade, vazio, insegurança?
Talvez! A verdade é que chorar, apesar de tudo faz bem, exaure o interior, exterioriza o sentimento e melhora o humor. É só ficar em silêncio, ouvir uma música de forma tão natural que de repente me pego chorando.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Coisas...

O dia está ensolarado, mas dentro de mim existe uma enorme tempestade...

A cada dia que passa me fecho mais para o mundo e para os outros. Hoje, posso dizer que poucas pessoas me conhecem como eu realmentem sou. As que não conhecem, apenas me julgam por algumas atitudes.

Sei que as pessoas são diferentes, e tem pensamentos diferentes, mas algumas coisas realmente me chateiam.... Pode ser apenas TPM e tudo fica mais intenso...

Também sei que su egoísta muitas vezes, que só penso em mim e no que eu quero. Mas gostaria de que fizessem pra mim, pelo menos um pouco do que faço pelos outros.... Lógico, não posso fazer as coisas esperando retorno, mas as vezes é inevitável...

Meu coração tá mais confuso do que nunca e vive entrando em conflito com a minha mente. Mas... sempre acabo ouvindo o coração... A mente me diz claramente o que fazer, mas o coração me diz como agir....

Aprendo muitas coisas todos os dias, mas ultimamente, aprendi a não esperar demais das pessoas.... E aprendi que não é porque elas não te dão a atenção que você quer, que elas te amam menos.

Uma pontinha de alívio invade meu ser... É como se tudo isso estivesse preso e não conseguisse sair... Preciso me fortalecer, preciso aprender a controlar meus sentimentos e principalmente a controlar o que sai da minha boca. Mas ao mesmo tempo preciso aprender a não esconder muitos sentimentos...

Tenho que pedir desculpas para alguns amigos... Nem sempre reconheço o que fazem por mim. Mas as vezes eu me sinto tão perdida, e fico tão cega que não sou capaz de enxergar...

terça-feira, janeiro 24, 2006

Mulher - menina...


Sou a Mulher-Menina que a vida teima em fazer crescer...
Mas por dentro ainda sou uma menina,dócil, fragil, sensível e idealizadora...
Costumava sonhar que vivia em um castelo e lá permanecia esperando o meu princípe encantado.
O meu desejo é que ele tirasse a solidão do peito e o enchesse com muito amor verdadeiro.
Encontrei o princípe, mas ele partiu dizendo que nunca mais voltaria... ao menos vivi o amor e só resta lembrar dos momentos bons vividos ao lado dele.
Atualmente abandonei o castelo e não vivo mais em busca do amor.
Vivo apenas deixando ser levada pelo vento...
Sou movida por um desejo interior enorme de atingir a perfeição em todos os sentidos, inclusive no plano espiritual, primo pela simplicidade em relação aos bens materiais, pois não me deixo ofuscar pelo luxo.
Preocupo-me com o próximo com uma dedicação extrema, cuidando carinhosamente daqueles que precisam de minha ajuda.
Quando magoada torno-me agressiva e demonstro até certa crueldade.
Não tenho, no entanto, espírito vingativo, pois minha memória para fatos desagradáveis é muito pequena. Em pouco tempo esqueço de uma ofensa.
Não me arrisco, preferindo traçar metas e objetivos realistas ao meu alcance.
Preservo minha própria liberdade.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Amizade....



É o alicerce da existência.

Independente da idade.

É o caminho do amor.

De uma simples conversa,
Aprendemos sem mistérios,
A conhecermos as pessoas,
Com suas limitações e vocações.

Com o passar do tempo.
As coisas começam a mudar,
Cada um toma seu rumo,
As obrigações começam a chegar.

O que parecia ser eterno,
Começa a se desmanchar.
Só ficaram gravadas as lembranças.
Como um filme a rodar.

Quando a saudade bater,
Você vai me escrever,
Eu na maior felicidade,
responderei com o maior prazer.

Como se fosse o único modo,
De estarmos tão longe,
E ao mesmo tempo tão perto,
Transformando amizade em emoção.

[Cleuci M. Rocha]

domingo, janeiro 22, 2006

Um cantinho...


Hoje é mais um dia no qual a vontade de escrever é maior do que a capacidade.


Muitos pensamentos entram na minha cabeça, mas não consigo ordená-los, eles simplesmente correm dentro dela como se apostassem corrida pra ver qual deles consegue chegar primeiro ao papel.

Estou com uma sensação muito conhecida, mas me recuso a deixar que ela tome conta de mim de novo.

Estou feliz com algumas coisas...

Apenas sinto que muitas coisas mudarão daqui pra frente...

Quero muito ver as pessoas que AMO sorrindo o tempo todo, com os olhinhos brilhando de felicidade, isso me faz bem....

Mas, quero muito que o meu sorriso brote em minha face o tempo todo, quero muito que os meus olhos brilhem... É estranho, é uma sensação de ser deixada de lado, apesar de essa situação “não existir”...

Hoje eu simplesmente me odeio.... Me olho no espelho e tenho vontade de chorar...
Por quê??? Porque eu??? Porque comigo???? Porque não posso??? Que droga!!!!!

To me sentindo sozinha, só queria colo....

Só isso...

Queria estar de frente pro mar, olhando o por do sol, as cores alaranjadas que invadem o céu neste momento, o vento soprando baixinho uma canção no meu ouvido, o mar me dizendo tudo o que eu preciso ouvir, e a água me dando que eu preciso no momento...

sábado, janeiro 14, 2006

Acordar, viver....


Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
Àquele reino onde não existe vida
E eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
A fábula inconclusa,
Suportar a semelhança das coisas ásperas de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas que rasga em mim o acontecimento,
Qualquer acontecimento que lembra a Terra e sua púrpura demente?
E mais aquela ferida que me inflijo a cada hora,
Algoz do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.

[Carlos Drummond de Andrade]

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Hoje...


Hoje,
Estou perdida.
Não sei quem sou.

Só tenho a certeza de um sentimento me consumindo, e de outro me destruindo. Mas os dois juntos me completam, são minha verdadeira essência.
Uma dúvida ainda me assombra, mas ela é só minha...
Ventos me sopram no ouvido o que quero ouvir no momento...
O amanhã ainda é uma dúvida... Mas o agora é uma certeza...
Lágrimas insistem em brotar dos meus olhos...

Difícil escrever, mas a vontade não me larga... não consigo dar sentido....~
As palavras brotam, mas não consigo que elas se liguem...

O sono quer chegar, mas a cabeça não quer desligar....

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Alguém me explica?...


O que está acontecendo com as pessoas?
Por que elas estão se tornando individualistas?
Quando o NÓS foi abolido do dicionário e substituído pelo EU?
Por que as pessoas boas sofrem para conseguir as coisas e as más conseguem tudo em um piscar de olhos?
Em que parte de história eu dormi? Pois sinto que acabo de acordar e estou completamente perdida...

Quem eu realmente sou??
Quem é você??

Pra onde estamos indo??
Por que sinto tanto medo?
Por que você não dá a mínima para o que posso te oferecer?
Por que você age dessa forma? Não vê que só machuca os que te amam?
Quando você deixou de ser aquela pessoa amável e se tornou nessa pessoa materialista e individualista? Tenho saudades de quem você costumava ser...

Por que a Terra gira?
Por que o céu é azul?
Por que a água é molhada?

Por que as pessoas morrem?
Por que sofremos por uma coisa que sabemos ser temporária?

Por que esse silêncio?
Alguém me explica?

terça-feira, janeiro 03, 2006

Eu louvo a dança...



Eu louvo a dança, pois ela liberta o ser humano do peso das coisas — une o solitário à comunidade.
Eu louvo a dança, que tudo pede e tudo promove: saúde, mente calma e uma alma alada.
Dança é a transformação do espaço, do tempo e do ser humano, este constantemente em perigo de fragmentar-se, tornando-se somente cérebro, vontade ou sofrimento.
A dança, ao contrário, pede o homem inteiro, ancorado no seu centro.
A dança pede o homem liberto, vibrando em equilíbrio com todas as forças!
Eu louvo a dança!
Ser humano, aprenda a dançar!
Senão os anjos do céu não saberão o que fazer de você.
— Santo Agostinho —

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Quem é você ?



Nós seres humanos, temos uma dificuldade enorme, em reconhecer nossas inseguranças, nossos medos...

E por isso criamos muitas “máscaras".
Sim, máscaras!

As máscaras nada mais são do que defesas.
Defesas que criamos na inútil tentativa de não sofrermos...

Na minha opinião, o problema está quando não reconhecemos nossas máscaras ou quando começamos a nos "perder" entre as mesmas.

Nossa necessidade de ser aceito é tão grande, que acabamos criando e acreditando, que somos o que aparentamos ser...

É quando começa acontecer aquela estranha “simbiose”.

Eu acredito que é exatamente aí que começa todo conflito, entre o que desejamos ser e o que o mundo espera de nós.

E a pergunta é:

Quem é você ???

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Inevitável...



Se é questão de confessar,
Não sei preparar café e,
Não entendo de futebol.

Acredito que alguma vez fui infiel,
Jogo mal até parkes e,
Jamais uso relógio

E para ser mais franca,
Ninguém pensa em você como eu,
Ainda que faça o mesmo.

Se é questão de confessar,
Nunca durmo antes das dez,
Nem tomo banho aos domingos.

A verdade é que também,
Choro uma vez por mês,
Principalmente quando é frio.

Comigo nada é fácil
Já deve saber
Me conhece bem. (e sem você tudo é chato)

O céu já esta cansado de ver a chuva cair.
E cada dia que passa é igual ao anterior.
Não encontro forma alguma de te esquecer
Porque seguir te amando é inevitável.

Sempre soube que é melhor,
Quando tem que falar de nós dois,
Começa por si mesmo.

Você já sabe da situação,
Aqui tudo está pior,
Pelo menos ainda respiro.

Não tem que dizer isto
Não vai voltar te conheço bem.(Já procurei o que fazer comigo)

O céu já esta cansado de ver a chuva cair.
E cada dia que passa é igual ao anterior.
Não encontro forma alguma de te esquecer
Porque seguir te amando é inevitável.

Sempre soube que é melhor,
Quando tem que falar de nós dois,
Começa por si mesmo.

sábado, dezembro 17, 2005

Não é quem você é por dentro....


...É o que você faz que te define....


E não adianta falar que não é.... Pois, de que adianta ser um amor de pessoa, amar todo mundo, se apenas você sabe disso???? Se as outras pessoas te vêm como um alguém totalmente alheio, supérfulo, indiferente???

Pensei muito nessa frase do filme Batman Begins, e no momento ela me é muito real. E serve para aquele tipo de pessoa que é totalmente individualista, do tipo "estando bem minha barriga, o mundo também estará"...

Lidar com as pessoas é totalmente complicado, e ultimamente minha vontade é de apenas estar entre as plantas e os animais. Pois eles são o que são... Os animais são muito sinceros, e conhecem as pessoas que também o são.... Gostam e pronto... e se não gostam, não são falsos... simplesmente rosnan e mostram que não estão afim de novas amizades....

Não sei se realmente o problema sou eu... pq meu... É só comigo.... Nunca vi.... Dá raiva... muita raiva... Tenho vontade de voar no pescoço quando essas coisas acontecem.... Mas.... é bom mesmo que elas aconteçam, assim conheço de verdade meus verdadeiros amigos e descubro em quem posso confiar...

Hoje o dia está ensolarado, mas o clima dentro de mim não está dos melhores... E não sei por quanto tempo os raios e os trovões continuarão, mas creio que seja o tempo suficiente para aprender a separar AMIGOS de COLEGAS....

terça-feira, dezembro 13, 2005

A dor do crescer...



Todos, ao longe nos parecem belos.
Aos olhos a ilusão se desfaz quando nos aproximamos.
O foco muda e distorce o belo e mostra-nos a grande fera:
A verdade, nua e crua.
Com isso, desilusão é pouco.
O que nos basta é a dor do coração.
Latente, latejante e mortificando a cada dia,
Mostrando que em nada e ninguém se confia.
Crescer significa tirar as vendas e ver as verdades.

Não colocar ungüentos nas feridas e sim, tocá-las para que seja mais difícil a cicatrização.
Assim podendo passar pelo desesperante processo da cura.
Essa dor é elemento essencial para a aprendizagem.

Para que seja mais profundamente fixada e,
Nunca mais esquecida.

sábado, dezembro 10, 2005

Metamorfose...


Incrível como nós, seres humanos, somos feitos de mudanças. Somo feitos para mudar!
Mudamos a cada momento, a cada minuto. Os segundos estão passando e eu já tenho saudades da pessoa que eu era apenas a 5 segundos atrás...

Mudar é algo natural, mas não indolor. Exige esforço e dedicação. Precisamos traçar caminhos e segui-los. E o caminho é cheio de espinhos, obstáculos, buracos, pessoas malvadas... Mas lógico todas as coisas do mundo tem um lado bom e uma lado mau. Toda ação tem uma reação. É básico, como o yin e o yang.

Ontem era uma pessoa, hoje sou outra e, amanhã, serei uma outra completamente diferente do que fui ontem e hoje. Aprendo com os erros dos outros, e aprendo muito mais com os meus próprios erros. Errar é algo muito natural, faz parte da essência de todo ser humano. Lembrar apenas dos erros é algo muito fácil, pois as pessoas ao seu redor nunca o deixarão esquece-los. Mas lembrar-se dos acertos, isso sim é dificílimo...

Hoje, posso dizer que cresci, amadureci em algumas coisas, mas continuo a mesma em outras. Muitas pessoas ainda me julgam, mas confesso que muitas vezes eu faço o mesmo. Então, não posso exigir algo que eu mesma não dou.

As mudanças, na maioria das vezes, vêm para o bem. Para trazer-nos força, e paz. Uma mudança é capaz de te fazer renascer.

Confesso não gostar muito de mudanças. Gosto das coisas como elas são, e prefiro que elas continuem assim por muito tempo. Mas, entendo a necessidade do ser humanos mudar, é como a necessidade da Terra girar em torno do Sol. Então, convivo com as mudanças, e aprendo com elas, espero um dia me acostumar a elas e passar por elas com tranqüilidade...

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Irmãos de Alma...

Hum... Irmãos de Alma....
São aqueles amigos que estão sempre presentes.
Que se comunicam pelo coração.
Procuram-nos sem motivo, apenas para saber se estamos bem.
Podem usar e-mail, telefone, carta, até sinal de fumaça, mas o que prevalece é a voz da Alma!
Trazem o alento para amenizar a nossa dor.
Percorrem nossa estrada aparando espinhos.
Aceitam-nos como somos, virtuosos ou imperfeitos.
Somos seu complemento, jamais seu espelho.
Brincam, riem, choram e chegam junto.
Oferecem colo ,força ,abrigo ,mas ,antes de tudo, nos entregam seu coração.
Eles são pedras preciosas, ilustres tesouros que habitam em nosso ser mais profundo.
É um amor, puro, claro e simples!
Esses Amigos são IRMÃOS DE ALMA, inestimável presente que recebemos de Deus!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Apenas um sentimento...



O medo, tem sido algo constante na minha vida nos ultimos tempos.
Não consigo explicar como ele surgiu, e nem fazer com que vá embora.
Ele chega de mansinho, como quem não quer nada, e de repente, toma proporções enormes, não consigo controlar e muito menos me acalmar. É uma sensação horrível... parece que me falta o chão. Não consigo me mexer, choro muito. Depois, o corpo fica muito dolorido...
Tenho medo disso acontecer sempre...
Eu só quero entender o que é isso, e porque ocorre... Só quero me entender mais....

Muitas coisas estão acontecendo, e eu não sei lidar com elas.... Muitas descobertas que me pegaram de surpresa e são tão absurdas, que até parece mentira....

Meu humor tem estado horrível... nem eu mesma tenho me suportado em alguns dias. Acho que é tudo reflexo desses acontecimentos, mas não posso dizer que é só isso.... Meus amigos tem se afastado cada vez mais, e eu sei q é tudo culpa minha.... afinal, quem quer estar ao lado de um ser mau humorado???

Mas sei lá... a única coisa que peço é paciência.... Peço para os meus amigos, peço pra mim mesma....


domingo, dezembro 04, 2005

Conversas mediúnicas....


Em uma conversa com meu mentor, algo me surgiu a mente... Algo q eu já tinha lido há um tempo atrás, e logo surgiu a vontade de postá-lo.... então... aí vai...
Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir...
Jamais permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá mesmo tendo prometido...
Jamais permita que alguém possa voltar quando nunca esteve presente...
Jamais permita que seus pés caminhem em direção a uma pessoa que vive fugindo de você...
Jamais permita que tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!
Para muitos pode não fazer sentido. Mas agora, nesse momento, isso é a minha verdade....

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Você...



Te ofereço a minha cintura,
E meus lábios para quando queira beijar.
Te ofereço a minha loucur,
E os poucos neurônios que ainda funcionarem.


Os sapatos desbotados,
O diário no qual eu escrevo.
Te dou até os meus suspiros,
Mas não se vá mais...

Porque você é meu Sol,
A fé com a qual eu vivo.
A pontência da minha voz,
Os pés com que caminho.
É você, amor,
A minha vontade de sorrir.
O adeus que não saberei dizer,
Porque nunca poderei viver sem ti.

Se algum dia decidir,
Afastar-se novamente daqui.
Fecharia cada porta,
Para que nunca possa sair.

Te ofereço meu silêncio,
Te ofereço meu nariz.
Te dou até meus ossos,
Mas fique aqui!

Porque você é meu Sol,
A fé com que vivo.
A potência da minha voz,
Os pés com que caminho.
É você, amor,
A minha vontade de sorrir.
O adeus que não saberei dizer,
Porque nunca poderei viver sem ti.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Yellow



Olhe para as estrelas,
Como elas brilham pra você!

Por todas as coisas que você faz.
E elas são todas tão amarelas...

Eu vim de longe,
Eu escrevi uma canção pra você,
E todas as coisas que você faz.
E ela se chama 'Yellow'

Então eu aproveitei minha chance,
Que coisa eu fiz?
E está tudo amarelo.

Sua pele,
Ah sim, sua pele e ossos,
Se transformaram em algo lindo,
Você sabe,
Você que eu se amo tanto

Eu atravessei,
Eu fiz coisas dificeis por você
Oh que coisa para se fazer.
Só porque você não teve coragem

Eu desenhei uma linha,
Eu desenhei uma linha para você.
Oh que coisa para se fazer.
E ela era amarela

Sua pele,
Ah sim, sua pele e ossos
Se transformaram em algo lindo
Você sabe,
Por você eu sangraria até secar.

É verdade, olhe como elas brilham pra você,
Olhe como elas brilham pra você...

Olhe para as estrelas,
Olhe como elas brilham pra você,
E todas as coisas que você faz.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Memórias...


Neste mundo você tentou
Não me deixar pra trás
Não existe outra maneira
Eu jogarei com os Deuses: deixe-o ficar
As lembranças facilitam a dor interna
Agora eu sei porque
Todas as minhas memórias
Te mantém por perto
É tudo sobre nós
Imagine que você está aqui
Todas as minhas memórias
Te mantém por prto
O sussurros silenciosos
As lágrimas silenciosas
Me fez prometer que eu tentaria
Encontrar meu caminho de volta para essa vida
Eu espero que ali esteja o caminho
Que me de um sinal de que você está bem
Relembra de novo
Se tudo vale a pena
Então eu posso ir pra casa
Juntos em todas essas memórias
Eu vejo o seu sorriso
Todas as memórias eu guarde
Você sane que eu te amo até o fim dos tempos.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Welcome to my life...


Os dias tem sido cada vez mais confusos, e uma música se tornou algo com muito sentido pra mim... pelo menos nesse momento.... Então, a tradução dessa música do Simple Plan... Welcome to my life.


Você já se sentiu como estivesse desmoronando?
Você já se sentiu deslocado?
Como se você não se encaixasse
E ninguém te entende?
Você sempre quer fugir?
Você se tranca em seu quarto,
Com o rádio ligado tão alto,
Que ninguém te ouve gritar?
Não, você não sabe como que é viver
Quando nada parece certo
Você não sabe como é ser como eu
Ser machucado,
Sentir-se perdido
Ser deixado no escuro
Ser chutado quando você está mal
Sentir-se maltratado
Estar à beira de entrar em colapso
E ninguém está lá para te salvar
Não você não sabe como é
Bem-vindo a minha vida
Você quer ser outra pessoa?
Você está cansado de se sentir excluído?
Você está desesperado para encontrar algo mais
Antes de sua vida acabar?
Você está preso em um mundo que você odeia?
Você está cansado de todos a volta
Com grande falsos sorrisos
E mentiras estúpidas ?
Enquanto lá dentro você está sangrando
Não, você não sabe como é viver
Quando nada parece certo
Você não sabe como é ser como eu
Ser machucado,
Sentir-se perdido
Ser deixado no escuro
Ser chutado quando você está mal
Sentir-se maltratado
Estar à beira de entrar em colapso
E ninguém está lá para te salvar
Não você não sabe como é
Bem-vindo a minha vida

Ninguém nunca mentiu na sua cara
Ninguém nunca te apunhalou pelas costas
Talvez você pense que eu sou feliz,
Mas eu não vou ficar bem
Todos sempre te deram o que você queria
Você nunca teve que trabalhar,
Isso sempre esteve lá
Você não sabe como é
Ser machucado,
Sentir-se perdido
Ser deixado no escuro
Ser chutado quando você está mal
Sentir-se maltratado
Estar à beira de entrar em colapso
E ninguém está lá para te salvar
Não você não sabe como é
Bem-vindo a minha vida

domingo, novembro 06, 2005

Desejos...


Uma infinidade de pensamentos habita minha mente hoje.
A saudade de uma grande amiga que já não está mais nesse mundo material.
O medo do desconhecido.
A vontade do novo.
Os tempos têm sido de descobertas. Algumas dolorosas e outras que me trazem esperança.
O coração anda mais confuso do que nunca. Muitas vezes os desejos se confundem com a realidade, e eu acabo me perdendo no meio deles.
Dúvidas, muitas dúvidas! Qual caminho seguir? Alguém me ajuda????
Amigos, verdadeiros amigos, quem são eles? Eles realmente existem? Onde estão?
Sonhos. Ah! Esses sim! Eles me dão motivo para viver. A vontade de que eles aconteçam faz com que eu me sinta uma boneca de corda. Quanto mais me giram mais eu sonho.
Hoje eu só queria te ter ao meu lado, mesmo que seja como está! Só queria que meus sonhos se realizassem, e você faz parte de alguns deles. Meus castelos estão vazios, e precisam de seus respectivos príncipes e princesas para continuarem a existir. Os moradores do reino pedem por seus reis.
Te queria em um dos meus castelos, me acompanhando em meu reinado, me segurando para que os sonhos não conseguissem tirar os meus pés do chão, mas ao mesmo tempo me completando com sua asas e me permitindo voar com você.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Eu tenho a força...


Essa semana foi cheia de acontecimentos e descobertas...
Os acontecimentos não merecem comentários... Agora, as descobertas.... Merecem todos os comentários desse mundo material.
Descobri o quão ruim uma pessoa pode ser e todo o mal que ela pode causar...
Sempre mantive os olhos bem abertos com ela, e ela nunca me amedrontou, mas confesso que essa semana ela me desequilibrou, me fez chorar e desejar coisas horríveis. Mas assim que consegui me acalmar pedi a Deus para que iluminasse sua mente e a fizesse entender que o dom que temos deve ser usado para o bem, e não o contrário...
Tenho ainda muito medo de descobrir do que sou capaz, tenho medo do que pode acontecer e do que eu vou ver.
Felizmente, tenho muitas pessoas boas ao meu lado, e elas me ajudam a levantar após cada queda, elas me abraçam quando o mundo inteiro parece me odiar, e com isso vou me fortalecendo para poder enfrentar essas pessoas más. Minha força e minha crença em tudo o que é bom é muito maior do que qualquer coisa. Isso me protege e me conforta... E acima de tudo, me deixa descansar em perfeita segurança.
Me faz gritar bem alto:
EU TENHO A FORÇA!

domingo, outubro 23, 2005

Ser Pobre...


Um dia, um pai de família muito rica levou o filho a uma viagem ao interior, com o firme propósito de mostrar ao menino quão pobres as pessoas podem ser.
Pai e filho passaram um dia e uma noite na fazendo de uma família bem pobre.
Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
—O que achou da viagem?
—Muito boa, papai!
—Viu que pobres as pessoas podem ser?
— Vi, sim.
— E o que você aprendeu com essa viagem?
O filho respondeu:
— Vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, e eles têm um riacho sem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada por luz elétrica, e eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, e eles têm uma floresta inteira.
O pai estava de boca aberta. Quando terminou de responder, o garoto acrescentou:
— Obrigado, papai, por ter me mostrado como nós somos pobres!

terça-feira, outubro 18, 2005

Uma Informação, Por Favor...



Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da vizinhança. Ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante no aparador da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ouvia, fascinado minha mãe falar nele.

Um dia descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era Uma Informação, Por Favor. Não havia nada que ela não soubesse. Uma Informação, Por Favor poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.

Minha primeira experiência com esse verdadeiro gênio da garrafa se deu num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu brincava na garagem, mexendo na caixa de ferramentas, quando dei com o martelo no dedo. A dor foi terrível, mas não adiantava eu chorar, porque não havia ninguém em casa para me oferecer simpatia.

Eu andava a esmo pela cansa, chupando o dedo dolorido, quando me lembrei: O telefone!

Rapidamente fui até o portão, peguei uma pequena escada e a coloquei em frente ao aparador da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Uma voz feminina atendeu e eu disse:

— Uma Informação, Por Favor.

Ouvi uns dois ou três cliques e depois uma voz suave e nítida falou no meu ouvido.

— Informações.

— Machuquei meu dedo... — As lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência.

— Sua mãe não está em casa? — ela perguntou.

— Não tem ninguém aqui... — Eu soluçava.

— Está sangrando?

— Não. Machuquei o dedo com o martelo, mas está doendo...

— Você consegue abrir o congelador? — ela perguntou.

Respondi que sim.

— Então pegue um cubo de gelo e passe no dedo — disse a voz.

Depois daquele dia, eu ligava para Uma Informação, Por Favor por qualquer motivo. Ela me ajudou nas minhas dúvidas de geografi e me ensinou onde ficava a Filadélfia. Ela me ajudou também nos exercícios de matemática e me ensinou que o pequeno esquilo que eu havia trazido do bosque deveria comer nozes e frutinhas.

Então, um dia, meu canário Petey morreu. Liguei para Uma Informação, Por Favor e contei o ocorrido. Ela me escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Porém eu estava inconsolável. Eu perguntava:

— Por que os passarinhos, que cantam tão lindamente e trazem tanta alegria para gente, no fim têm que acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?

Ela deve ter compreendido minha preocupação com a morte, porque acrescentou mansamente:

— Paulo, lembre-se sempre: também existem outros mundos onde a gente pode cantar...

De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor. No outro dia, lá estava eu de novo.

— Informações — dizia a voz tão familiar.

— Você sabe como se escreve "exceção"?

Isso aconteceu na minha cidade natal, Seattle. Quando eu tinha nove anos, nos mudamos para Boston. Sentia muita falta da minha amiga. Uma Informação, Por Favor partencia apenas àquele velho aparelho telefônico preto; eu não tinha nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico, todo branquinho e instalado no novo aparador da nossa nova sala.

Mesmo à medida que eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca me saíam da memória. Freqüentemente, em momentos de dúvida eu perplexidade, eu tentava recuperar o calmo sentimento de segurança ensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um molequinho!

Anos depois, quando eu ia para a faculdade, meu avião fez uma escala em Seattle. Eu dispunha de mais ou menos meia hora. Primeiro, liguei para minha irmã, que ainda morava na nossa cidade natal, e falei com ela por quinze minutos. Então, sem nem mesmo me dar conta do que fazia, disquei o número da operadora da minha cidade e pedi:

— Uma Informação, Por Favor.

Como num milagre, ouvi aquela mesma voz doce e clara que eu conhecia tão bem:

— Informações.

Eu não tinha planejado, mas me vi perguntando:

— Você sabe como se escreve "exceção"...?

Houve uma longa pausa e então veio uma resposta suave:

— Pelo jeito, seu dedo já melhorou, Paulo.

Eu ri e disse:

— Então, é você mesma... Não faz idéia de como foi importante pra mim naquele tempo!

— Eu imagino — ela disse.

— Não faz idéia de quanto significavam para mim aquels ligações. por muito tempo esperei, todos os dias, você me ligar.

Contei a ela o quanto havia pensado nela todos aqueles anos e perguntei se poderia procurá-la um dia, quando fosse visitar minha irmã.

— Claro! — ela respondeu. — Venha até aqui e procure pela Sally.

Três meses depois, fui a Seattle ver minha irmão, Quando liguei para Sally, uma voz diferente atendeu:

— Informações.

Eu disse que queria falar com Sally.

— Você é amigo dela? — perguntou a voz.

— Sim, um velho amigo. Meu nome é Paulo.

— Sinto muito, mas a Sally ultimamente trabalhava aqui apenas meio período. Ela estava doente. Infelizmente, morreu há cinco semanas.

Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:

— Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paulo?

— Sim.

— A Sally deixou uma mensagem para você. Ela a escreveu e pediu que eu a guardasse, caso você ligasse. Vou ler para você.

A mensagem dizia:

"Diga a ele que eu ainda acredito que também existam outros mundos onde a gente possa cantar. Ele vai entender"

Agradeci e desliguei. Eu tinha entendido.

(Trecho do livro "Nunca deixe de sonhar")

quinta-feira, outubro 13, 2005

Eu já...


"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego.
Já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.
Já fiz pedido pra estrela cadente, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete, já conversei com o espelho.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já me roubaram beijo, já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pra melhor amiga.
Já confundi sentimentos, peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de brigadeiro, já chorei ouvindo música.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já caí da escada de bunda.
Já conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi na carteira da escola, já chorei sentada no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de- rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar e colocar os pés pra fora do lençol.
Já apostei em correr descalça na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão."

terça-feira, outubro 11, 2005

Não sei....


Não sei se quero escrever
Não sei se quero existir
Não sei se quero amar
Não sei se quero confiar
Não sei se quero dormir
Não sei se quero sonhar
Não sei se quero acordar
Não sei se quero beber
Não sei se quero comer
Não sei se quero ir
Não sei se quero voltar
Não sei se quero gostar
Não sei se quero odiar
Não sei se quero contar
Não sei se quero omitir
Não sei se quero assistir
Não sei se quero participar
Não sei se quero juntar
Não sei se quero distribuir
Não sei se quero continuar
Não sei se quero acabar
Não sei...

segunda-feira, outubro 03, 2005

Preto e Branco...


As vezes encaro a vida como uma folha de papel em branco, e nela vou colocando as cores que mais me agradam. Um pouquinho de azul aqui, outro pouquinho de rosa ali, amarelo pra iluminar, verde pra deixar mais natural...
As vezes, me tiram todos os meus lápis de cor e sou obrigada a pintá-la de preto e branco. E as coisas ficam sem graça, sem vida... Mas não menos importantes.
Passo dias colorindo minhas folhas apenas com os pedaços de carvão que encontro pelo caminho. Com eles, meus traços são mais brutos, e as coisas ficam borradas. Meus dedos, sujos de carvão, deixam marcas em tudo o que toco, inclusive em mim mesma.
Assim passo vários dias, até que eu consiga uma nova caixinha de lápis de cor, então, deixo os pedaços de carvão de lado, e volto a colorir minha vida com traços finos e bem claros, cores vivas e berrantes.
Mas, como sempre perco meus lápis, aprendi a ver a beleza dos traços com carvão. Podem ser mais brutos, mas são tão sinceros e bonitos como os de lápis.
E na verdade, eu gosto! Os borrões de carvão são partes de mim, partes do meu mais íntimo. E gosto de vê-los ganhar vida nas minhas folhas...
(Nina, 3/10/2005)

Once Upon a December...

A melhor música dos desenhos animados...
Essa é do Anastasia.....





Dancing bears, painted wings
(Ursos dançando, asas pintadas)
Things I almost remenber
(Coisas que eu quase recordo)
And a song someone sings
(E uma música que alguém canta)
Once upon a december
(Em um certo dezembro)

Someone holds me safe and warm
(Alguém me mantém seguro e aquecido)
Horses prance through a silver storm
(Cavalos galopam através de uma tempestade de prata)
Figures dancing gracefully across my memory
(Figuras dançam graciosamente pela minha memória)

Far away, long ago
(Distante daqui, há muito tempo)
Glowing dim as an ember
(Incandescente como uma brasa)
Things my heart used to know
(Coisas que meu coração costumava saber)
Once upon a december
(Em um certo dezembro)

domingo, outubro 02, 2005

Terra, planeta água...


Água,
Cristalina,
Refrescante
Apenas água.
Água pura,
Pura como lágrimas,
Lágrimas de ninfas
Ninfas que nela moram
Água que congela
Que esquenta
Água que limpa os pecados
Limpa as energias
Água que seca
Água que encharca
Água que mata a sede
Mata os valentes que nela se arriscam
Água que corre solta como cavalos selvagens em campo aberto
Que caem em despenhadeiros.
Água que constrói
Água que destrói
Simplesmente água
Água.

Imagem...


Olhe bem,

A perfeita esposa jamais vou ser,
Ou perfeita filha...
Eu talvez tenha que me transformar,
Vejo que,
Sendo só eu mesma não vou poder ver,
A paz reinar no meu lar.
Quem é que está aqui junto a mim, em meu ser?
É a minha imagem?
Eu não sei dizer!
Como vou desvendar quem sou eu?
Vou tentar...
Quando a imagem de quem sou vai se revelar?

Eu já sei que meu coração quer se apaixonar
Mas não sei se deve
Desta vez, acho que vou me entregar
Espero que chegue um alguém que queria me amar
Mas eu sei que devo mudar
Tenho que descobrir quem sou eu,
Sem mentir
E uma outra imagem vai em mim refletir
Nunca mais eu vou enganar o meu coração
E nisso eu confio
Quero mais dizer para o mundo com emoção
Que agora sei quem sou
Vou dar meu coração sem temor, para alguém
E uma outra imagem vai em mim refletir...

quarta-feira, setembro 28, 2005

Em Busca da Terra do Nunca...


Tantos sonhos por vir
Tantas coisas pra fazer

E algo não sai do meu pensamento.
Um lugar bonito,
Onde crianças nunca crescem

E fadas nascem a cada primeiro sorriso de um bebê.
Onde sonhos podem se tornar realidade apenas com um pensamento.
E o tempo insiste em correr atrás daqueles que não sentem a magia do ar
Onde as nuvens são de algodão doce,
Os flocos de neve de sorvete,
Os raios do sol de chiclete
E os pingos de chuva de limonada
Onde não temos hora pra dormir
E muito menos para acordar
Onde o dever é se divertir
Onde tudo é perfeito,
E o ser humano é maravilhosamente bom.
Onde as pessoas se entendem apenas com um olhar
Onde lágrimas são derramadas só após uma gostosa gargalhada
Onde não há tristeza
E o amor reina em todos os corações

segunda-feira, setembro 26, 2005

Escreva sua história...


Escreva sua história na areia da praia
Para que as ondas a levem através dos 7 mares
Até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.
Conte sua história ao vento
Cante-a nos bares para os rudes marujos
Aqueles cujos olhos são faróis sujos, sem brilho
Escreva no asfalto, com sangue
Grite bem alto a sua história
Antes que ela seja varrida na manhã seguinte pelos garis
Abra o peito na direção dos canhões!
Suba nos tanques de Pequim!
Derrube os muros de Berlim!
Destrua as cátedras de Paris!
Defenda sua palavra
A vida não vale nada
Se você não tem uma boa história pra contar.
(Claufe Rodrigues)

domingo, setembro 25, 2005

Desabafo....


Hoje mais do que nunca me sinto só.
Ninguém pra me abraçar,
Ninguém pra passar a mão na minha cabeça,
Ninguém pra me dar broncas.

Estou sozinha e ninguém se importa.
Quero chorar,
Quero um colo só pra eu deitar...

sexta-feira, setembro 23, 2005

Amanhã...


Amanhã as canções serão cantadas
O sol lá no céu brilhará...
As crianças em nós serão ninadas
Sem lobos ferozes, nem bois de cara preta
Amanhã...
A menina seguirá cantando...
Sem anjinhos, esses que foram se deitar
A canção surgirá do avesso
Onde escondem-se os medos, o silêncio, a fragilidade, a neutralidade
Sem alegrias ou tristezas
Nada mais...
Nenhum movimento evolutivo
A menina cantará seus hinos de despedida em silêncio
Ninguém a escutará
Ninguém a acompanhará
A menina desatará os nós dos sapatos
Desfará os laços da emoção
Soltará seus cabelos
Limpará seus lábios de batom
Desnudará seu corpo esquecido
Romperá os limites do planeta
Se juntará às estrelas ausentes

Se entregará ao universo de mãos vazias e com o coração congelado
Apenas cantando seu silêncio desconhecido
Seus desejos não nomeados
Seus sonhos castrados
Sua pele enrugada
Sua covardia
A menina cantará até que sua voz desapareça


Pelo caminho a menina deixará as alegrias não compartilhadas
As dores não partilhadas
Os horrores inquietos
Os seus pedaços
Sangue escurecido.
Amanhã as canções serão silenciadas
A menina irá se deitar
Nunca mais se levantará
Sua voz continuará silenciosa
Nem os anjinhos a acompanharão
Ela se deitará sozinha
Seu corpo ali
Sua alma lá
Seu sangue frio
Seus sentidos adormecidos.
Seus olhos deitados

Suas mãos unidas se juntarão ao seu rosto
Seu corpo encolhido esquecerá a canção da despedida
Seus lábios se encontrarão
Amanhã...
A menina deixará de cantar.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Biólogo...



Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é por peso vivo.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Escolha...


Qual caminho devo escolher?
O da direita me parece iluminado, cheio de novas surpresas, com muita paz, amor e carinho.
O da esquerda me parece obscuro, coberto por nuvens negras que me amedrontam. Percebo pessoas más, pessoas egoístas...
Em alguns dias eu sigo o caminho ensolarado, onde encontro amigos verdadeiros, pessoas iluminadas, carinhosas e que me escutam...
Em outros, sigo o caminho obscuro, e nele sempre me magoo. As pessoas não medem palavras e nem esforços para prejudicar as outras.
Em todo esse tempo, nunca cheguei ao final de nenhum dos dois caminhos. Algo sempre me faz voltar para a linha de chegada...
Nela, eu paro e penso. Penso muito e durante muito tempo.
E só então eu decido viajar novamente.
Agora, com as feridas cicatrizadas, estou pronta para seguir meu caminho, e quem sabe conseguir chegar ao final dele sem recomeçar!