segunda-feira, outubro 27, 2014






To tão cansada dessa luta. Dessa vontade de sumir e da obrigação de permanecer. Não há dúvidas quanto ao amor. É isso mesmo o que sinto. Amor! Na forma mais linda e pura. Mas, será que o amor resiste em meio à tantas adversidades? Será que vamos sempre conseguir reinventar o sentimento?E a vontade de ficar junto? Vai resistir?Muitas perguntas e tão poucas respostas. Mas, a busca segue. Ela precisa seguir. Precisa haver sentido. O amor te que prevalecer e vencer. Tem sempre que ser o mais forte. O medo não pode crescer, precisar permanecer enjaulado, escondido, domado.
[12/08/2014] 

domingo, fevereiro 17, 2013

 
 
 
 
 
 
 
 
"Quero acordar do seu lado num domingo de manhã. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura.
Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento.
Quero deitar no sofá e ver você cuidar da plantas, escolher a playlist no Ipod e dobrar as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoas.
Quero deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele.
Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo iddo enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto.
Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida.
E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Quero que você nunca mais deixe de pensar em mim."
 

quinta-feira, agosto 16, 2012

Desisti




Desisti.
E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer.
A coisa mais triste que já me aconteceu.

Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. (...) Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero.
Odeio as frases em inglês, mas o tempo todo penso "I don't care".
Caguei. Foda-se. (...) Me nego a brigar.
Pra quê?

Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Algo entre uma santa e uma pilantra. Desde que no controle e irritada. Agora, não quer mais nada. De verdade. (...) Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. (...) Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Mas tudo meio que por osmose. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade.O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir e cagar pra ele. 


Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. O trator da felicidade. Atropelei o mundo e eu mesma. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e... quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que desimportância. Quase um alívio. I don't care.

[Tati Bernardi]

segunda-feira, outubro 17, 2011

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia na rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro - dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como minha possibilidade de paz - a unica que pintou até agora, 'nesta minha vida de retinas fatigadas'; E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito."

[Caio Fernando de Abreu]

quarta-feira, agosto 10, 2011


Houve um tempo, onde o céu era mais azul, as cores mais vibrantes e as flores mais perfumadas. Foi nesse tempo em que ela nasceu. Apressada, com ansia de conhecer o mundo. Pequena de olhos e cabelos escuros; e pele clara como a de seu pai. Sua mãe morrera ao dar-lhe à luz e a menina foi criada por seu carinhoso e zeloso pai.

Sempre curiosa sobre a mãe, a menina, enchia o pai com perguntas, e este sempre respondia com a voz cheia de amor e saudade. Ele costumava dizer que a menina havia herdado o amor pelo próximo e o brilho nos olhos da mãe; e a calma e teimosia dele.

Ela sentia muita falta daquela mãe com quem nem chegou a conviver mas, de quem lembrava muito bem do cheiro e toque. Nos dias onde a saudade mais apertava, a menina se sentava em uma pedra de frente ao mar verdinho e assistia ao por do sol. Depois, entrava no mar e brincava nas águas claras e frias. Sempre aos olhos atentos do pai que não entendia o comportamento da filha.

Certo dia, não conseguindo conter a curiosidade e, após um dos muitos episódios da filha, o pai a questionou sobre tal fato.

— Assim eu posso senti-la. Posso ver o brilho de seus olhos quando o sol vai dormir. Posso sentir o seu perfume quando o vento sopra em minha direção e, o mais importante, posso sentir o seu toque quando entro no mar. É aqui onde me sinto perto dela. Perto da mamãe.

Comovido com as palavras da filha, aquele pais que antes só observada a menina brincar no mar, agora passou a acompanhá-la, e, durante muito tempo, repetiram tal ato.

A menina cresceu, seguiu seu rumo, constituiu família. Aquele pai agora era avô. Um avô tão zeloso quanto fora como pai.

Pai e filha assistiram ao sol se por muitas vezes juntos. Assistiram quantas vezes a vida lhes permitiu. Sempre lembrando daquela mãe que tanta falta lhes fazia.

Em seu tempo o pai se foi. Vivera uma vida plena ao lado de sua filha e ,agora, havia chegado a hora de ir ao encontro de sua amada. A menina não chorou de tristeza, chorou de alegria, pois sabia que seu pai estava feliz, estava novamente com o amor de sua vida.

Muitos anos mais tarde, após ela também ter se tornado avo, a filha sentia sua hora se aproximar. Em uma noite de lua cheia, sonhou que esta na beira do mar. Ela não tinha mais as marcas do tempo em seu rosto, agora, era criança novamente. Aquela criança de longos cabelos castanhos e tez rosada que abraçava o mar.

Enquanto corria pela praia, a menina viu ao longe o pai, na mesma posição de sempre e, a sua frente, chamando seu nome e de braços abertos, a menina viu uma mulher. Uma mulher de voz conhecida. A menina sentiu o coração bater mais rápido. Ela então, olhou para o pai, que sorria. Com o olhar eles se entenderam. O pai consentiu com a cabeça

A menina correu na direção da mulher e, enquanto corria, pensava no quanto ela era bela. Elas se abraçaram. Um longo e delicioso abraço. A mãe então disse com a voz suave:

— Estávamos à sua espera, meu bebê. Venha, vamos para casa!

E sorrindo, a menina deu a mão aos pais e, juntos, eles foram para casa.
[09/08/2011]

sexta-feira, maio 27, 2011


"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém.
Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem.
Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem.
Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém.
Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também.
Ultimamente eu só tô querendo ver o "bom" que todo mundo tem.
Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem?
Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém.
Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem.
Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu tô de bem."

[Caio Fernando Abreu]

terça-feira, março 08, 2011

Carta à uma irmã...

Querida,

Ter-te em minha vida foi uma escolha, arrisco até a dizer que uma das mais certas que já fiz.

Quero que saibas que estarei sempre ao teu lado, que meu amor será o mais sincero e puro. Inclusive nos dias mais difíceis, prometo estar ao teu lado, não para te aliviar a dor mas, para te dar meu ombro, meu colo se for preciso.

Sei que nem sempre sou fácil. Que as vezes você tem vontade de sumir da minha vida. Mas, eu simplesmente não sei lidar com essa distância. Não sei lidar com o ciúme, e nem com as coisas que acontecem em nossas vidas. Sei também que preciso crescer que preciso mudar minhas atitudes e preciso aprender a falar o que me incomoda. Não é uma tarefa fácil, muito pelo contrário, tem sido muito difícil. E sei que te ter ao meu lado me ajuda a crescer.

Quero que entendas que muitas das minhas atitudes, muitas das minhas lágrimas são apenas desabafo. São palavras que eu prefiro liquefazer ao invés de ecoar.

Desculpe se as vezes te incomodo. Se te deixo com raiva ou desapontada, não é a minha intenção. Meu amor é tão grande, quero apenas te proteger. Quero fazer parte de sua vida e quero que faça parte da minha. Que participe dos momentos importantes ao meu lado. Por isso insisto para que vá. Sei que é errado. Que você tem sua vida, seus outros amigos, que precisa de liberdade para estar feliz. Eu tento não depender tanto, tento seguir sozinha, mas nem sempre consigo.

Obrigada por estar ao meu lado, por todas as vezes em que pegou minha mão e me ajudou a dar os primeiros passos pela estrada nova. Por todas as vezes que me ouviu mesmo sem vontade, pela paciência com as manhas, pelo tempo gasto comigo.

Obrigada por ser minha irmã, e eu espero, que pra vida toda.

domingo, janeiro 23, 2011




Fazer novos amigos é como juntar novas peças ao nosso quebra cabeças. O quebra cabeças da nossa vida. São essas pessoas novas que dão sentido à coisas antes sem pé nem cabeça.

Como e possível conhecer tão bem pessoas que nem sequer havíamos visto antes? Como podemos amá-las desse modo tão único?

Conheci cinco amigas que moram distantes. Mas, parece que estamos juntas todos os dias. Parecia que estávamos num “lico” ao vivo. Conversando, rindo, compartilhando sorrisos, abraços, sentimentos... Apertos para saber se eram de carne e osso. E o mais mágico: FOI TUDO REAL! Cada abraço, cada cafuné, carinho, cada gargalhada gostosa, tudo aconteceu e estará pra sempre registrado na memória.

Fui adotada, sob a luz do luar num momento montinho coletivo no meio do Parque do Ibirapuera. Agora tenho mãe, vó e “vô de tetas”. E claro, além de amigas maravilhosas que vou carregar comigo sempre. Aonde quer que eu vá levo vocês no olhar, e no coração.

Meu coração tá apertadinho. Infelizmente elas têm que partir. Impossível não deixar que lágrimas escorram pela face enquanto escrevo tais palavras. Elas nem se foram de fato e já estou com saudades. Já as quero aqui de volta. Quero mais feriados durante o ano, um aumento de salário e mais shows para podermos ficar juntas e vibrar juntas nossas alegrias.

Meninas, muito obrigada pela alegria que compartilhamos. AMEI ter vocês por aqui, mesmo que eu só possa ter estado presente nos últimos dias. Obrigada pelo carinho, pelos sorrisos, pelas notas musicais. Obrigada pelos momentos no Parque, pelos cafunés. AI, obrigada por existirem e por fazer minha vida mais feliz.

AMO VOCÊS!!!

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

(Oscar Wilde)

domingo, janeiro 09, 2011

Memória




Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas a coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.


[Carlos Drummond de Andrade]

sexta-feira, novembro 12, 2010

Você é o que ninguém vê...




Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, os segredo que guardou. Você é sua praia preferida, o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai. Você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora. A emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo. Você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá. Você é o que ninguém vê.



[desconheço o autor]

sábado, novembro 06, 2010

O que é o amor senão o sentimento irmão do ódio?

Amor e Ódio vivem juntos como gêmeos siameses, não se largam um só momento. Em alguns dias o Amor fala mais alto, grita sua vontade pra todo mundo ouvir, sufoca o ódio tornando-o quase nulo. O Amor cresce lindo, puro, suave. Cresce tanto que achamos impossível de mantê-lo somente dentro do peito, queremos dividir por aí. Queremos contagiar os outros com tamanha delícia de sentir. Mas, um dia, o Amor diminui, seja por palavras que machuquem, ou seja por atitudes impensadas. O Amor diminui, e o Ódio cresce grande, forte, vermelho como sangue. Grita mais alto que o Amor, impõe sua vontade, fala alto e grave, provocando medo.

É aí que começa a briga entre os gêmeos siameses. Cada um a sua maneira tentando se fazer valer, querendo reivindicar seu espaço. São tão parecidos que é quase impossível saber quando um dá lugar ao outro. Dentro de nós fica aquela confusão, aquela sensação de não saber o que fazer, de não saber o que se sente. Saber apenas que sente...

Simples assim....

quarta-feira, novembro 03, 2010



Quero deixar registrado aqui que os últimos acontecimentos em minha vida só me serviram de fortalecimento.
Nunca quem em uma situação parecida com a que passei nos últimos tempos não me arrancaria lágrimas, não me faria querer me isolar.
Mas, foi justamente o contrário. Me senti fortalecida. Claro, fiquei chateada, mas, não destruída.
Tudo isso me fez ver as pessoas que tenho ao meu redor. Me fez conhecer um pouquinho delas e um pouquinho de sua índole (penso eu). É triste se decepcionar com as pessoas, mas ao mesmo tempo me mostra o quanto minha intuição é fortíssima. O quanto ainda tenho daquele sexto sentido, daquele feeling. O lance é que sou muito teimosa pra aceitar. Teimosa a ponto de pagar com o próprio bem estar só pra provar a alguém ( que eu não sei quem..) que eu estou certa. O grande problema, na maioria das vezes, é que isso não é verdade.
Hoje sei do que sou capaz. Sei o que posso suportar com uma certa facilidade. E agora, que a poeira já baixou, eu olho pra trás e dou risada de tudo isso. Dou risada da minha ingenuidade. Da minha idiotice. Mas, enfim, estou aqui pra aprender, não é mesmo?!
Quando eu era criança, minha avó costumava brincar dizendo que sempre que eu assoprasse um dente de leão, ao lançar ao vento suas sementes, lançaria também meus medos e problemas. Desde então, toda vez que vou soprar um dente de leão mentalizo que to soprando pra longe as coisas ruins em minha vida. E agora parece que a roda da minha vida tá começando a girar. Consigo sentir a energia fluir. Nada paga essa sensação maravilhosa de ser dona do próprio nariz, de não se arrepender dos seus atos e de ter a consciência limpa pois sempre tratei dos meus assuntos com muita sinceridade. Minha vida é um livro aberto pra quem quiser ler. Não tenho nada à esconder!
Meu coração tá leve. Me sinto plena. Não tenho tudo o que gostaria de ter mas, sei que estou no caminho certo, aos poucos estou conquistando minha independencia, minhas coisas. Não tenho pressa, afinal, tenho todo tempo do mundo.

quinta-feira, outubro 28, 2010



Algumas pessoas tem a capacidade de extrair o nosso melhor. Ao lado delas nos sentimos plenos, livres, leves...

Ultimamente tenho experimentado os mais diversos sentimentos. Tenho ido do ódio completo ao amor pleno e, compartilhar isso com pessoas capazes de extrari o melhor de você, faz desses momentos únicos.

Felizmente, tenho ao meu lado pessoas tão especiais quanto os momentos que elas me proporcionam. Amo cada uma delas, as novas, as velhas...

A velha, me proporciona momentos muito especiais. Me ensina coisas que eu nunca imaginei aprender. Me dá segurança para avançar, para caminhar sozinha e evoluir. Extrai de mim os melhores sorrisos, as melhores palavras, os melhore pensamentos...

As novas me dão um companheirismo fora do comum. Cada uma com seu jeito, me confortam quando preciso e, me puxam a orelha quando faço merda.

A “cumadi” é pau pra toda obra. É companheira de aventuras e desventuras. É cúmplice. É família. Porque companheiro é companheiro e fia da puta é fia da puta!!

O afilhado é a coisa mais preciosa da minha vida. É aquele que me traz paz, me dá amor e me mostra o quanto eu sou capaz de amar. Também extrai de mim os melhores sorrisos, os melhores abraços. Me faz reviver a infância, torna minha voz mais doce e mais suave cantando as músicas que ele tanto gosta de ouvir. É simplesmente o amor da minha vida.

A metade. Ah! A metade. É irmá, é alma gemea. Nossa ligação é maior que qualquer coisa que possamos imaginar. É o meu pedaço que vive fora de mim. A vida nos fez primas. Mas, a alma nos faz irmãs. Conhecemos muito bem uma a outra. Nos comunicamos com o olhar, com o coração. O silêncio é nosso maior aliado. O amor é infinito e incondicional. É simplesmente amor na sua forma mais pura.

Essas pessoas, cada uma a sua maneira, são responsáveis em grande parte pela minha sanidade, pelo meu equilíbrio. Claro, eu digo em grande parte, mas eu sei que no fundo, eu sou a única responsável. Mas, eu gosto de dividir com elas a minha felicidade, minhas conquistas. Se hoje sou quem sou, foi porque elas me ajudaram a crescer. Claro que a família tem sua parcela nisso tudo e eu nem preicos informar essa importancia.

É fato que existem outras pessoas que também tiram o melhor de mim mas, hoje, eu quis falar somente dessas. Por que dado aos ultimos acontecimentos, elas foram as mais presentes. Aquelas que me ouviram, e que tentaram me animar. Quero quer saibam que sou grata por tudo. É muito bom saber que posso contar com voces.

De coração, meu muito obrigado.

Um beijo em cada coração.

sábado, outubro 23, 2010



Esquecer e perdoar, é isso que dizem por aí.
É um bom conselho, mas não é muito prático.
Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta.
Quando alguém erra conosco, queremos estar certos.
Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer.

quarta-feira, outubro 13, 2010


Há quem diga que a confiança é como um cristal delicado que, uma vez partido, é impossível de se consertar.

Penso que o amor seja do mesmo jeito. Frágil, delicado, transparente. Uma vez conquistado é como o bem mais precioso do mundo, mas, uma vez partido, praticamente impossível de se juntar, de se reconstruir.

Há aquelas pessoas otimistas que dizem que para tudo dá-se um jeito. Mas, também dá-se um jeito quando perdemos os pedaços pelo caminho?

As vezes somos teimosos, não damos ouvidos à nossa intuição e, é ela que na maioria das vezes, nos tira das enrascadas, nos faz sofrer menos por nos entregar menos.

O processo é lento e delicado, recuperar-se nunca é fácil. A grande maioria de nós faz ferida em cima de ferida tornando cada vez mais difícil o processo de cicatrização, se antes precisávamos lidar com uma ferida apenas, hoje, lidamos com dezenas delas de uma vez só.

É fato que um amor nunca é igual ao outro, e há quem diga que o primeiro amor é sempre o mais forte, o mais puro. E eu acredito nisso. Quando amamos pela primeira vez não temos medo de nos machucar, amamos e pronto, simples assim. Mas, a partir do momento que fomos feridos, nos resguardamos, construímos a primeira fileira do nosso muro. A tendência é construir uma fileira nova toda vez que sofremos alguma desilusão. É claro que existem algumas pessoas que têm o poder de derrubar pedaços destes muros, e são elas que tornam possível o acesso de outras pessoas à nós. São elas que nos trazem um pouco de esperança.

Já não procuro mais quem tenha a capacidade de juntar meus pedaços. Acredito que se for de meu merecimento a pessoa certa aparecerá. Nem que para isso seja preciso beijar alguns sapos por aí.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Crescer


Crescer é dolorido.
Implica em deixar para trás tudo o que te faz seguro no presente.
É se dar conta de que, muitas vezes, você estará completamente sozinho.
É olhar para o lado buscando um olhar confortante e não o encontrar.

Crescer é complicado.
Traz desafios nunca antes imaginados.
Faz os pensamentos ficarem emaranhados.
E tudo o que você mais quer é um abraço sincero e um pouco de sossego.

Crescer é engraçado.
Nos dias menos turbulentos você olha para trás pra ver o quanto caminhou.
Vê que muitas vezes andamos pouco, subimo apenas um degrau.
Embora em nosso interior pareça que escalamos até o topo da montanha mais alta.

Crescer é libertador.
E ao mesmo tempo nos amarra a uma realidade que insistiamos em não enxergar.
Nos trás responsabilidades e preocupações.
Mas, ao mesmo tempo, nos dá uma incrível sensação de ser dono do próprio nariz.

domingo, setembro 26, 2010




Os pingos gelados da chuva caem sobre o chão empoeirado da rua,
Na janela da casinha da esquina, uma tímida luz brilha.
O vento sopra forte como quem anuncia uma tempestade,
Dentro de mim, a tempestade já está instalada há tempos...


quinta-feira, setembro 09, 2010

5 coisas que aprendi com lápis


1ª qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma MÃO que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

2ª qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele estará mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

3ª qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas, algo importante para nos manter no caminho da justiça.

4ª qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

E finalmente a 5ª qualidade: O lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo o que você fizer na vida irá deixar traços.

[Paulo Coelho]

sexta-feira, agosto 27, 2010


Hoje me peguei pensando em algumas coisas.

Minha intuição tá fortíssima há vários dias, mas, eu não quero ouvi-la. Quero apenas que a vida me leve pra bem longe. Que transforme meus sentimentos e que me de a paz de que preciso pra ficar bem.

Odeio a sensação que estou tendo no momento. Odeio não saber o que fazer e pra onde ir. Odeio não saber medir os meus sentimentos e as minhas palavras. Será que eu nasci com algum defeito?

Será que eu posso dormir por meses seguidos e acordar apenas quando tudo estiver resolvido?

Será que eu posso ser feliz também ou, isso é algo reservado apenas às outras pessoas?

Tantas perguntas sem respostas...

Então, por que essa vida faz assim?


sábado, agosto 07, 2010

Quero a paz de um dia nublado,
Quero a calma de uma noite estrelada.
Quero o silêncio do mar sem ondas,
Quero a oportunidade de dar vida aos sonhos...